“...em algum ponto do tempo, eu me erguerei sobre você, com toda a cordialidade possível. Sua alma estará em meus braços. Haverá uma cor pousada em meu ombro. E levarei você embora gentilmente.”
Zusak escolheu como pano de fundo para a sua história a Alemanha de Hitler, uma época em que qualquer tipo de sensibilidade era inexistente e que manter esperanças vivas parecia impossível. A Morte conta a história de Liesel Meminger, a roubadora de livros, com quem se encontrou três vezes; em todas elas, Liesel conseguiu tapeá-la.
A primeira vez em que Liesel encontra a Morte é ao perder o irmão. É no enterro dele que ela encontra o seu primeiro livro. Entregue logo após a uma família adotiva, os Hubbermann, ela busca nas palavras novas que vai, aos poucos, aprendendo com o pai adotivo, o conforto em meio ao caos provocado pela guerra.
A primeira vez em que Liesel encontra a Morte é ao perder o irmão. É no enterro dele que ela encontra o seu primeiro livro. Entregue logo após a uma família adotiva, os Hubbermann, ela busca nas palavras novas que vai, aos poucos, aprendendo com o pai adotivo, o conforto em meio ao caos provocado pela guerra.
“A Menina que Roubava Livros” é uma obra extremamente sensível, que dá um poder imenso às palavras, praticamente conferindo forma a elas. Como dito antes, o livro de Zusak também aborda a Morte de um ângulo diferente, menos acusatório.
“Sou um resultado”
É desta forma que vemos a Morte no livro de Markus Zusak, como um resultado. Todo ser-humano pensa na Morte como uma vilã horrenda e impiedosa, mas ninguém realmente chega a imaginar que, por vezes, ela é simplesmente conseqüência de nossos próprios atos, ou que ela pode vir a ser o momento em que finalmente é possível se ter paz. E em uma coisa a Morte e eu concordamos: os seres humanos são assombrosos.
É uma história comovente, uma obra leve em seu diálogo repleto de literariedade. Faz refletir. Fez-me chorar. E, afinal, não nos deixar “os mesmos” é um dos papéis da Literatura, de uma obra rica e inteligente.


